domingo, 31 de dezembro de 2017

Você não é todo mundo!

Você está aí, em casa, em pleno 31 de dezembro, navegando nas redes sociais e parece que todo mundo está viajando menos você??? Como bem dizia a sua, a minha, todas as mães do universo: você não é todo mundo kkkkkk!!! Você não é MESMO todo mundo mundo, mas tem uma outra coisa que eu vou te contar: é uma minoria que viaja! É que quem viaja faz overposting mesmo e com razão, mas acredite... tem muito mais gente em casa do que passando o Reveillón num lugar super ultra bacanudo! Aí como eu sou uma dessas pessoas, vim escrever... antes que o ano termine! 


Essa foto acima é da manhã de hoje do alto do Pico do Urubu, na minha cidade mesmo, Mogi das Cruzes, o máximo de turismo que fiz neste 31 de dezembro. Esse lugar é como um refúgio, onde a gente se sente pequeno diante da cidade que se agiganta quando vista de cima. Se Mogi tem cerca de 400 mil habitantes, quantas Mogi das Cruzes cabem no estado... no país... no mundo??? Nem sei porque sou de humanas e não sei calcular, mas cabem muitas cidades como esta ao redor da Terra. A comparação é só pra lembrar que - não - você não é a única pessoa no mundo que não viajou no Reveillón! São muitaaas pessoas no mundo que vão entrar em 2018 em suas próprias casas ou no máximo na casa de um amigo ou parente ou vizinho ou com aquela Sidra Cereser honesta na calçada. 

Aliás, quantos e quantos reveillóns, na infância e adolescência, não passei na calçada! Acenando para os carros que passavam buzinando para desejar feliz ano novo. Parece que antes, quando não existiam redes sociais, era ok não viajar, né? A gente não sabia bem ao certo quem estava na mesma que nós - com a Cereser honesta na calçada - ou quem estava na praia ou em outro lugar. Só que aí vieram as redes sociais e a gente fica com essa sensação do "todo mundo viajou menos eu". Uma grande besteira mas que já me fez sofrer, hoje não mais! Já explico o porquê.

Quando eu trabalhava com jornalismo diário (que saudade!), eu fazia plantões de fim de ano (não tanta saudade). Ou no Natal ou no Ano Novo eu certamente estaria trabalhando, então nem sempre dava a sorte da folga cair no Reveillón ou dos dias livres serem suficientes pra encarar a loucura de viajar nesta época com estradas cheias e tals. Então era super sofrido essa coisa de ver os "não-jornalistas" viajando e eu sem nem poder pensar nisso. Claro que isso foi no início dos 16 anos da minha vida de plantões. Com o tempo acostumei e passei inclusive a refletir sobre o quanto NÃO valia a pena viajar no Reveillón pelo fato de "todo mundo" (menos eu!) estar também viajando e ser sempre aquele caos pra ir e voltar de onde quer que seja. Isso sem falar, é claro, nos preços que ficam absurdos na alta temporada.

Ok, pode parecer "recalque" mas juro que não é, há bastante tempo - se não me engano - escrevi sobre isso aqui (caracas, agora que estou vendo, é de março de 2013 esse post, faz tempo). Então já tem um tempo que sou o tipo de viajante que espera as baixas temporadas para poder aproveitar melhor, gastando menos e se estressando infinitamente menos, especialmente se o destino for praia. Se não dá vontade de estar em algum lugar bacanão nesses dias? Super dá! Mas tudo bem se não rolar, outras oportunidades virão. Eu, na real, queria sempre poder estar viajando, em fim de ano ou não, mas visto que isso é cada vez mais distante da minha realidade consigo ficar tão, mas tão em paz estando em casa que mal me reconheço!

Semanas atrás, conversando com alguém sobre o fim de ano, essa pessoa mencionou sobre a "pressão social" de todos perguntarem para onde ela viajaria no Reveillón e sobre o quanto ela ficava mal por estar sem grana pra viajar. Então acho que é isso. É a "pressão social" que nos deixa com essa sensação do "todo mundo, menos eu", o que é algo tão, mas tão, mas tãaaaao nada a ver que recomendo fortemente que todos se libertem disso!

A maioria dos meus Reveillóns passei em casa. Seja na calçada quando criança e adolescente, seja nos tantos plantões que fiz ou mesmo agitando uma festa com os amigos que também estiverem na cidade pra não passar a entrada do ano em branco (é o que vou fazer hoje). Então é isso que eu queria dizer nesse último dia do ano: mais vale uma Sidra Cereser honesta na calçada, como coração tranquilo, do que um prosecco na beira da praia só porque "todo mundo viaja". Você é todo mundo? Eu não! ;) 

Feliz ano novo de novoooo! Partiu 2018!


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