domingo, 24 de setembro de 2017

Minha estreia no Rock in Rio!

Nunca fui mega fã de nenhuma banda. Meu máximo de devoção por um grupo musical foi quando - aos 13 anos - assisti em VHS o show do Queen no Rock in Rio de 1985. Amei, pirei, apaixonei pelo Freddie, comprei CD's da banda na época, mas nada muito "grave". De resto curtia o que tocava na rádio, mas nunca soube direito qual cantor cantava o que ou quem era o vocalista dessa ou daquela banda (aliás, não sei até hoje!). Talvez por isso tenha ido em poucos shows musicais na vida e foi só nos últimos anos me deu um "comichão" pra ir no Rock in Rio. Não pelo "rock" em sim, mas pela história e pela vibe do festival. Então neste ano #eufui! Conto um pouquinho neste post!


Ainda em êxtase pós Rock in Rio, nem sei por onde começo a escrever. Fazendo aqui uma "retrospectiva" mental, acho que tem algumas coisas na vida que eu sempre pensei: "ah, Rock in Rio? Legal, tem a cada dois anos, qualquer dia eu vou". Só que aí a gente vai ficando velha, tiazona, passada do ponto... e algumas urgências começam a surgir! Minha urgência de Rock in Rio chegou em 2015, quando minha amiga Sandra foi e voltou me contando como tinha sido. Desde então estava decidida de que eu iria neste ano, não dava mais pra esperar!

Ao contrário de quem fica no aguardo do line-up pra saber o dia em que a banda preferida vai tocar, eu só esperava a abertura da venda de ingressos para garantir convite para qualquer data. Isso porque eu sabia que - em qualquer dia que eu fosse - encontraria o que estava indo lá conferir: música boa, animação e um mundo de atrações bacanas. Como a maioria das coisas que faço ultimamente na vida, eu iria sozinha, mas minha best friend forever Mariana - super fã do Bon Jovi - contou que havia comprado ingresso para o dia em que ele iria tocar. Melhor impossível! Não pensei duas vezes e comprei também! Já que não sou mega fã de ninguém, ele sem dúvidas era aquele que tinha mais músicas que eu saberia cantar.

Hoje em dia é muito fácil se programar para o Rock in Rio. Site, redes sociais, aplicativo, fui acompanhando tudo por esses canais. Mesmo assim, pra variar, a vida de adulta me deixou extremamente atribulada para fazer um bom "roteiro" pré festival. Então me preocupei apenas em comprar passagem aérea com bastante antecedência porque sabia que teria pouco tempo pra ficar no RJ e depois de velha tenho me dado ao luxo de evitar estrada. Consegui uma tarifa melzinho na chupeta pela GOL indo na quarta-feira a noite e voltando no sábado de manhã (meu ingresso para o Rock in Rio foi o de sexta-feira). Hotel eu simplesmente não pesquisei, fiz reserva no mesmo que minha amiga e o marido tinham reservado já que - segundo eles - era bem perto do Rock in Rio. Até cogitei algum passeio na quinta-feira, que seria meu único dia livre na cidade maravilhosa, mas vários fatores me fizeram desistir. Entre eles, o triste cenário de violência no Rio com a guerra deflagrada na Rocinha, que fechou acessos e deixou a cidade em um clima ainda maior de tensão.

Cheguei na quarta a noite e fui direto pra casa da minha prima que - de novo! - me recebeu por uma noite na casa dela. Daphne e Jonathan moram em Botafogo não só abriram as portas para mim como me deram um cartão de integração do transporte para eu me locomover. Lindos, fofos, queridos e ótimos companheiros para drinks sempre que chego lá! Google Maps me salvou e me fez chegar no meu hotel pegando metrô até o Jardim Oceânico e o BRT até Rio 2, perto de Jacarapeguá. Descobri que "Jacarepaguá é longe pra caramba" mesmo, como diz a música! Assim que me dei conta disso abortei inclusive a ideia de pegar praia na quinta, fiquei na piscina do hotel. Sempre penso assim: vai pro Rio no Rock in Rio? Foque no Rock! Vai pro Rio no Carnaval? Foque no Carnaval! Isso porque a cidade fica muvucada por conta desses eventos e qualquer tentativa de fazer turismo pode ser desgastante.

Sosseguei meu facho no eSuítes Verano Stay, um hotel muito bom que tem tarifa um pouco mais salgada do que estou normalmente acostumada a pagar. Sempre escolho hoteis mega simples por motivos óbvios de pobreza e porque nunca páro em hotel. Dessa vez foi diferente, hotel muito bom que só coube no bolso porque houve um acordo do Rock in Rio com hotéis próximos para garantir tarifas bacanas para o público do festival. Esse era um dos hotéis credenciados. Recomendo muito o Verano Stay para quem vai para o Rock in Rio, é na mesma avenida da Cidade do Rock, a menos de 10 minutos a pé.


O Festival!

Companheiros de Rock in Rio!
Os portões da Cidade do Rock abriram às 14 horas. Às 14 horas eu, Mari e Felipe (os melhores companheiros de Rock in Rio EVER, já que também queriam aproveitar simplesmente TUDO!). Fomos a pé do hotel e achei bem tranquilo aquele horário pra entrar, realmente muita gente chega mais tarde pra poder aguentar a maratona de shows... não nós que somos highlanders e seguramos do início ao fim! Claro que isso só foi possível com alguns cuidados como ter ido com roupas confortáveis, tênis... como se hidratar bastante... e não beber além da conta! Uma dica que li em muitos lugares e foi inútil: levar canga pra sentar ou deitar no chão e descansar. Talvez quando o Rock in Rio era em outros lugares isso fosse necessário, na Cidade do Rock a grama é sintética, super limpa, dá pra sentar direto sem precisar de canga fazendo volume na bolsa!

Um milhão de fotos antes de entrar

Fotos "oficiais" na fachada garantidas, a primeira parada foi no quiosque da Heineken, que também era vendida por "ambulantes" credenciados que - no início do festival - estavam por todos os lugares. Depois do início dos shows no palco Mundo eles tornaram-se raros e sempre eram seguidos por filas imensas! Com o primeiro chopp garantido, paramos no palco onde teria uma apresentação de street dance, mas o show estava atrasado, então só tiramos uma foto por lá pra gente "ganhar asas" e procurar outras atrações que já tivessem começado (sim, quem chega cedo passa por essas, das atrações ainda não terem começado!).

Muitos cenários para boas fotos!
Felipe correu pra roda-gigante para tentar fazer uma reserva pra nós subirmos mais tarde. A fila já era imensa! Por nada que eu perderia tempo em fila de roda-gigante em pleno Rock in Rio, pra isso tem o Hopi Hari na vida né? Hahahahah! Fomos pra loja oficial do Rock in Rio, não resisti e comprei uma camiseta! A loja estava lotada, mas ao contrário da fila da roda-gigante, ali fluiu rápido. Rápidas também eram filas para retirar brindes dos patrocinadores, mas era outro tipo de fila que não me animava a encarar, elas eram infinitamente imensas. Resolvemos andar por toda Cidade do Rock pra ver onde valia a pena investir nosso tempo primeiro.

O palco que mais curtimos antes dos shows principais

A vontade era parar em tudo, tudo é lindo e atrativo, mas os palcos com atrações musicais que já estavam rolando eram sem dúvidas prioridade. Paramos e ficamos no Rock District que estava simplesmente sensacional com uma banda tocando clássicos do rock. Assistimos o show inteiro, que seguiu com uma apresentação do grupo de dança do Rock in Rio e com um trio de violinistas que também fez um espetáculo sensacional, o nome era Tritony Trio. Só saímos dali porque já estávamos no Rock District há bastante tempo e ainda havia muito a conhecer. Passamos pelo hall da fama com os principais nomes que já passaram pelo Rock in Rio e fomos para a única fila que encaramos. Não lembro quem era o patrocinador, mas o espaço era uma cabine chamada Rock in Rio Sensations, onde projeções gigantes de vários shows eram feitas nas paredes e o clima ía mudando conforme a música, com vento, chuva, luzes, etc. Muito bem feito!



De lá fomos para o Gourmet Square, escolhemos o que parecia mais bacana (ou mais gordo, pra aguentarmos não comer até o final dos shows no palco Mundo). Era algo como "Ogro's burguer" que no fim das contas nada mais era do que uma carne maluca no pão de brioche hahahah estava bom, mas nada de mais. De dentro do Gourmet Square eu vi que o céu estava ficando avermelhado, a tarde começava a cair, deixei a Mari no meu lugar na fila pra esperar o lanche e fui fotografar o pôr do sol que fica lindo ao fundo dos palcos e roda-gigante, não é a toa que tem um palco que chama "Sunset", que é bem onde o sol se põe. Lindo, lindo! Apesar de que eu sou suspeita, já que sou louca por fins de tarde avermelhados como aquele que - além de tudo! - era o último do inverno. O contraste com as luzes que começavam a acender, o pessoal sentado na grama, a música ao fundo vindo de todos os lados, aaaaahhhhhh uma delícia entardecer já por lá. Mais um motivo pra ter sido ótimo chegar cedo.



Fim de tarde na Cidade do Rock, último entardecer do inverno!
Pôr do sol registrado, voltamos pro adorado Rock District onde estava rolando Evandro Mesquita, mas ele não cantou nada do que a gente a gente conhecia, ficamos pouco tempo lá porque estava pra começar O Grande Encontro no palco Sunset. Melhor coisa que fizemos na vidaaaa! Que show, que show sensacional dos tiozões do Grande Encontro! Não sei como é o Rock in Rio para os jovens mas para os idosos tipo eu é muito demais hahahahah! Dancei e cantei muito com Elba, Alceu e Geraldo. De lá, Mari e Fê foram para o palco Mundo onde iria começar Jota Quest e onde eles queriam ir se aproximando do gargarejo pra ver Bon Jovi de pertinho. Só que no Sunset a atração seguinte era Ney Matogrosso e Nação Zumbi, tipo, sensacional! Aproveitei que encontrei um amigo lá no meio da multidão e fiquei lá com ele e os amigos. Pensei que imagino que vou ter mais chances de ver outras vezes Jota Quest na vida - como já vi mais de uma vez - do que Ney Matogrosso! Valeu muito a pena, gostei muito do show, mas saí um pouco antes do final por motivo de xixi!

Do banheiro fui para o palco Mundo, onde até tentei chegar perto dos meus amigos, que já estavam no meio da muvuca em direção ao palco, assisti Alter Bridge (que não conhecia) sendo espremida por essa multidão, mas desisti de seguir tentando avançar! Como não sou mesmo muito fã de ninguém, achei mais vantagem pra mim ficar mais pra trás onde dava pra respirar, dançar, pra comprar "drinks" e conhecer mais pessoas, o empurra-empurra em frente ao palco é mesmo cruel, só pra super fã. Encontrei então outra amiga, a Karina, que estava por lá. Curti o restante dos shows do palco Mundo com ela, conhecemos gente de um monte de lugar do Brasil e lembrei o quanto sou privilegiada de morar em SP, tão perto do Rio, para poder fazer praticamente um bate-volta pra lá quando der na telha (telha = Carnaval e Rock in Rio my new love).

Palco Mundo durante o principal show da noite!

Dançar, beber, conhecer gente! Porque não precisa ser mega fã de rock pra ir no Rock in Rio!

Amei o show do Tears for Fears e do Bon Jovi também, dancei, cantei, pulei, me emocionei na queima de fogos linda do final! Reencontrei Mari e Fê depois que os shows do palco Mundo acabaram, aí comemos de novo, bebemos mais um tiquinho, tiramos mil fotos impublicáveis, rodamos em mais um monte de lugar que naquela altura do campeonato não tenho ideia do que se tratavam hahahaha! Algo que me lembro muito bem e que foi lindo pra fechar com chave de ouro foi uma fonte que tocava a música do Rock in Rio instrumental, linda como tantas outras coisas lindas e good vibes que vi por lá. Ah, assistimos - jogados na grama - o show de humor "Segue o Baile" que encerra as apresentações da madrugada. 

o
Rock in Rio pra mim: só coisa boa!
Atravessamos o portão da Cidade do Rock às 04h30! Que delícia! Foi exatamente como eu queria, como eu imaginava! Para 2019, #ficadica pra mim mesma: vou comprar dois dias de festival! Tem muita coisa lá dentro pra curtir, não dá pra ser num dia só! Acredito que dois dias inteiros lá seria sim o ideal para alguém com o meu perfil, mas neste ano foi isso que deu pra mim: sair da Cidade do Rock com o dia quase amanhecendo, tomar um banho, "curar" no big café da manhã do hotel e ir para o aeroporto pro vôo das 8h30. Será que em 2019 ainda vou ter esse pique? Tenho que ter! Experiência única que na certa vou repetir e que deixo a dica para quem costuma ler meu humilde blog: conheçam! Programem-se! Achei o festival super organizado, as atrações muito boas e música é música né??? Não precisa ser fã de carteirinha de ninguém - como eu não sou! - pra amar e curtir muito!

Agora vou dormir e sofrer porque não tenho mais nenhuma viagem marcada! Amanhã jogo na Mega Sena pra tentar reverter isso! Hahahahahaha que vida!

Até a próxima! 


Um comentário:

  1. Também nao sou fã de nenhum grupo, estava no mesmo dia e curti cada min, próximo evento irei a 2 tbm ( não seguidos 😂, meu corpo não aguenta 😂). Simplesmente maravilhoso imperdível 🤘🏽

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