quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Quando vale o repeteco!


Como anda a lista de lugares que você pretende visitar ainda nesta vida??? A minha está imensa, infinita eu diria! Nem se eu vivesse 200 anos conseguiria fazer todas as viagens que gostaria (não nesse esquema de assalariada e com férias uma vez por ano rs). Por isso mesmo, sei que dificilmente vou repetir um destino... e se sem repetir já não consigo zerar minha “wish list”, imagine se viajar duas vezes ou mais para o mesmo lugar??? Sem chance né? Ou será que essa possibilidade pode valer a pena??? Esse post é exatamente para responder a essa dúvida cruel que eu tenho, como viajante, e que acredito que muitos de vocês também possam ter!
Fernando de Noronha em 2007... e o repeteco em 2011
Antes de mais nada, é bom que eu diga o que eu entendo por “viagem”. Pra mim é aquele destino que você pesquisa, lê bastante a respeito, calcula quantos dias precisa, quanto dinheiro vai gastar, como vai ser o roteiro... todo o resto eu não considero como viagem e sim como passeio. Por exemplo: Campos do Jordão, no Vale do Paraíba (SP), é relativamente perto do lugar onde moro, então todo ano vou pra lá na temporada de inverno mesmo que seja para um bate-volta. Litoral de São Paulo é a mesma coisa, todo verão vou para alguma praia, mesmo que eu já tenha estado nela antes. Então esses destinos vou sempre repetir, vááárias vezes. Já tem gente que diz: “estou indo para Buenos Aires pela terceira vez”. Hã??? Será que não tem mais nenhum lugar diferente no mundo para onde essa pessoa queira ir?

É claro que essa pergunta não vale para os endinheirados que vivem viajando, afinal, eles sim podem ir 25 vezes para Paris só porque estão com saudades da Torre Eifel. Mas e no meu caso, pobre mortal??? Quando é que fazer um “repeteco” é algo válido, mesmo tendo uma lista enorme de lugares para conhecer? Nunca achei que diria isso, mas tenho que admitir: em alguns casos, o replay vale a pena siiim! Quando viajei para Orlando saí de lá com a certeza absoluta de que vou ter que voltar um dia! Não tão logo, mas sem dúvidas pelo menos mais uma vez na vida vou ter que ir pra lá, é um destino muito único e sensacional para se ir uma só vez! Até porque as atrações se renovam com o tempo e sempre há novidades para conferir “como se fosse a primeira vez”!

Quando estive em Santiago, no Chile, pensei: na próxima vez em que eu vier para cá vou ficar hospedada no Valle Nevado pra curtir exclusivamente a neve. Mentira! Não vou não! Tem muitos outros lugares onde também posso esquiar e que ainda não conheço! Então, apesar da euforia do momento sempre nos fazer pensar que vamos voltar àquele lugar, na minha opinião muitas vezes não é assim tããão válido não. É claro que há exceções e a ideia desse post surgiu exatamente por causa dessa experiência!

Primeira vez em Fernando de Noronha
Minha lua-de-mel, em 2007, foi em Fernando de Noronha. Um sonho de lugar, não é? Um paraíso, eu diria! A viagem foi maravilhosa, nos apaixonamos perdidamente pela ilha! Ainda assim, não cogitávamos a possibilidade de ir de novo para lá. Afinal, temos muitas outras praias paradisíacas para conhecer! Maaaas em 2011 recebemos um convite de casamento... e não foi um convite qualquer para um casamento qualquer! Era um “destination wedding”, a última moda no mundo dos casamentos, em que os noivos escolhem fazer a cerimônia num lugar marcante para eles e os convidados vão todos para lá! Esse “destination wedding” era exatamente em Fernando de Noronha!!!!

Sinceramente, se os noivos não fossem pessoas muito especiais para nós... não iríamos! Afinal, seria investir numa viagem que já tínhamos feito! Acontece que o noivo em questão era o ator Paulo Vilhena, amigo de infância do meu marido, que inclusive veio para o nosso casamento e frequentava nossa casa. Outro “agravante”: todos os amigos do Paulinho e do meu marido, que costumavam surfar juntos desde moleques, estariam lá, no destino mais “surf style” do país! Impossível resistir ao repeteco... fomos!!! Em novembro de 2011, menos de cinco anos depois, lá estávamos nós de novo em Fernando de Noronha!

Amigos de infância e de surfe!

Desde o começo sabíamos que, por mais que já conhecêssemos o lugar, essa viagem seria totalmente diferente. Começou pela recepção no aeroporto. Nada de empresa de translado, como da primeira vez. Nada de palestra de introdução à ilha, como da primeira vez! Seguimos num comboio de buggy para a pousada e, no caminho, reconhecer o Morro do Pico, da praia da Conceição, foi a certeza de que estar ali pela segunda vez nos faria aproveitar ainda mais a viagem!

Relax na baía dos Porcos
Na nossa lua-de-mel, contratamos o Ilha Tour, que nos levou às principais praias e principais atrações de Noronha. Também fizemos passeios monitorados, como a trilha à Praia do Atalaia. Sim, foi tudo sensacional, maravilhoso... mas ah... nada como já conhecer o lugar e fazer tudo por conta própria!!!! Ao contrário da primeira viagem, quando locamos um bug em apenas um dos sete dias de viagem, desta última vez ficamos os cinco dias com o carro, rodando pra lá e pra cá, nos sentíamos em casa! Então uma das vantagens do repeteco taí: já estar familiarizado com o lugar!

Outra coisa que faz alguns “replays” compensarem: como já tínhamos estado lá uma vez, não havia aquele “desespero” de querer conhecer tudo, de conseguir completar o roteiro, de não deixar passar nada! Sendo a segunda vez, fomos só naqueles lugares que já sabíamos que valiam a pena! Já sabíamos quanto tempo gastaríamos em cada um desses lugares e em quais nem precisávamos voltar! A viagem fica bem mais tranquila assim! Ponto pro repeteco!
Segunda vez em Fernando de Noronha: tranquilidade para registrar cada movimento do por-do-sol

Tendo essa viagem como base, uma dica que dou para quem tem vontade de repetir um destino: se da primeira vez você foi sozinho, na segunda vá com uma galera! Ou se já foi com uma galera, da próxima vez vá com um namorado (a). Só isso já vai fazer a viagem ser diferente! Nossa primeira vez em Fernando de Noronha foi lua-de-mel total! Nessa segunda trip estávamos em umas cinquenta pessoas, os convidados do “destination wedding”. Claro que o grupinho que ficou mais junto foi de cerca de vinte pessoas, mas já foi um clima totalmente diferente. Em vez dos passeios a dois, fizemos tudo com a turma! Um dos pontos altos foi um passeio de barco só com essa galera, beeeem diferente do mesmo passeio que fizemos da outra vez com desconhecidos na embarcação. Parávamos onde queríamos, assamos um peixe no meio do oceano, ficamos mais tempo que o normal atracados de frente para a Praia do Sancho, a praia mais sensacional em que já estive na vida!
Galera espremida no buggy pela noite de Noronha: pura curtição

Então é essa minha resposta... repetir destinos pode valer a pena sim... mas que tal priorizar os lugares onde você nunca esteve??? Esse é meu lema... mas pra tudo na vida existem exceções, não é mesmo???? Casamento de Paulo Vilhena com a Thaila Ayala, em Fernando de Noronha, foi o meu motivo para abrir essa exceção!

Capela onde foi a cerimônia
Detalhe do entardecer durante a recepção
Ah, vocês querem saber como foi o casamento???? Tarde linda... capela no topo da montanha com o oceano como testemunha... celebração diferente de tudo o que existe... emoção sem igual! O resto não posso contar, hahahahah!!!! Só garanto uma coisa: nunca um repeteco vai ser tão único!!!!

E assim vai ficar marcada nossa segunda vez em Noronha: agora os dois com argola na mão esquerda!

Beijos e até a próxima!

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