sábado, 16 de junho de 2018

O que você precisa saber para conhecer Cusco / Vale Sagrado / Machu Picchu

Enfim, começando meu relato de viagem para o Peru! Ou melhor, para o Peru não - afinal - o Peru tem tantos lugares incríveis que jamais dá pra dizer que conheço o Peru. Minha viagem foi para Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu, que representa o básico do básico entre os maravilhosos destinos peruanos. Desta vez, resolvi dividir meu relato em partes. Começo com esse texto com informações que você precisa saber ANTES de embarcar nessa jornada incrível! Papel e caneta na mão porque há muitos preparativos para fazer desta uma viagem inesquecível!!!




PRA COMEÇO DE CONVERSA... Antes de começar, gosto de explicar em meus textos com dicas de roteiro eu divido as informações em tópicos. Por que? Como leitora assídua de blogs de viagem, acho que assim fica mais fácil localizar aquilo que o leitor procura. Muita gente, por exemplo, pode estar entrando neste post só pra saber como comprar ingressos pra Machu Picchu... aí não precisa ler tuuudo antes, vai direto pro tópico de seu interesse. Antes disso, porém, acho importante - também - me apresentar para quem não me conhece!

QUEM SOU EU: Paulista, jornalista, geminiana, 37 anos, divorciada, mãe de uma menina de 4 anos, viajando pela primeira vez para fora do país sem a pequena desde que ela nasceu. Isso explica por que não conheci mais lugares próximos à Cusco nessa viagem. Eu tinha só uma semana de "folga" da vida de mãe e esse também foi o tempo que pude ficar longe do trabalho, então tive que espremer tudo nesse período. Viajei sozinha por opção, por amar essa sensação de liberdade! Coisas que eu gosto (e justificam minhas escolhas nas viagens): lugares históricos, cultura, boa comida, vida noturna, natureza... mas não sou lá muito "esportista" (essa informação é importante quando o destino envolve muitas trilhas a grandes altitudes, como neste caso). Importantíssimo dizer também: como a grande maioria das pessoas, viajo com dinheiro contado, economia é a palavra de ordem! 

POR QUE CUSCO? Para essa primeira viagem sem minha filha, eu queria um destino na América do Sul por ser mais próximo e mais barato... Já estive na Argentina, Chile, Colômbia, mas nunca tinha ido ao Peru e como estou numa fase meio "racional" demais, queria vivenciar toda "magia" e sentir toda energia que eu tanto ouvia falar em relação à famosa capital do império inca. Também sou apaixonada por história e cultura, algo que as comunidades incas - aliadas à toda interferência da colonização espanhola - têm de sobra. Isso sem falar que Cusco é um lugar repleto bons restaurantes, casas noturnas, festas populares, povo acolhedor e grande número de viajantes solos, como eu! Se você se identifica com algum desses pontos, essa é a viagem perfeita pra você!

Plaza de Armas, coração de Cusco, a famosa capital do Império Inca

QUANDO IR: Cusco tem apenas duas "estações" no ano - a seca (de abril a outubro) e a chuvosa (de novembro a março). Pela lógica, a estação seca é a melhor porque, na chuvosa, há riscos de deslizamentos e até mesmo de os sítios arqueológicos estarem fechados para visitação. O problema é: na estação seca CHOVE turistas! Eu viajei de 28 de maio a 3 de junho porque quis viajar perto do meu aniversário e encontrei tudo bem cheio por lá. Mais para o fim de junho também é lotado porque tem o solstício de inverno - a festa mais importante da cultura inca. Julho nem se fale, já que é mês de férias. Então, há quem sugira os meses de transição entre o fim da época seca e o início do período chuvoso - ou seja, entre outubro e novembro - na tentativa de dar sorte com o clima sem enfrentar as multidões. Eu, como azarada de carteirinha, peguei dias lindos e azuis a viagem INTEIRA, com exceção no dia em que fui pra Machu Picchu. Ou seja, é bom saber tanto sobre o clima quanto sobre o movimento de pessoas no mês em que você pretende ir para lá, mas todo viajante sabe que uma pitada de sorte também é essencial.

TEMPO PARA FAZER ESSA VIAGEM: Como eu disse, infelizmente só tive uma semana... mas vai por mim: fique, pelo menos, de 8 a 10 dias para poder incluir lugares incríveis que também são próximos a Cusco e que não pude incluir no roteiro, como a lagoa Humantay e a Rainbow Mountain, além de aproveitar mais Cusco propriamente dita, que por si só já vale a viagem. Ah, isso se você não for "trekkeiro". Se você curtir caminhadas em trilhas longas, acampamento em meio à mata, para chegar a pé à Machu Picchu, coloque aí pelo menos 15 dias. É minha meta na próxima ida ao Peru (sim, TENHO que voltar): de 15 a 20 dias porque, em uma semana, foi uma correria só!

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA VIAJAR: Apenas RG ou CNH, não precisa de passaporte (só se você quiser carimbá-lo em Machu Picchu, um carimbinho just for fun). Também não é necessário ter a Carteira Internacional de Vacinação, alguns lugares informam que é exigida a vacina contra a febre amarela para ir ao Peru, mas pelo menos até agora (junho de 2018) isso não é necessário



PASSAGENS AÉREAS: Não pesquisei em outras companhias porque comprei uma passagem promocional pela Latam, mas a Avianca também faz esse trecho. Meu vôo foi de Guarulhos a Lima e de Lima a Cusco, pelo que pesquisei não há vôos diretos à Cusco. É por isso que muita gente inclui uns dias em Lima nesse roteiro, mas eu mal tinha tempo pra fazer tudo o que eu queria em Cusco, imagina se incluísse Lima! Então minha conexão foi de duas horas em Lima, tempo suficiente para comer, trocar um pouco de dinheiro (falo disso logo mais) e embarcar ao destino final. 

MOEDA LEVAR PARA O PERU: A moeda no Peru é o Nuevo Sol - ou simplesmente "soles", como os peruanos chamam. É uma moeda considerada "fraca" (assim como nosso glorioso real), que não vale a pena comprar diretamente aqui no Brasil. Também não vale a pena levar reais, apesar dele ser um pouquinho mais valorizado em compração ao Nuevo Sol. Pesquisei bastante e concluí que é melhor comprar dólares por aqui (mesmo que esteja em alta desenfreada, como estava quando eu fui) e lá no Peru trocar por soles. Achei uma boa explicação para isso no site de viagens Sundaycooks: "o dólar costuma ter um spread (que é o valor que as casas de câmbio colocam em cima da moeda) entre 4,5 e 5,5%. Já o novo sol tem spread próximo de 20%. Por isso, mesmo que você perca 5,5% comprando dólar aqui e outros 5,5% na troca por novo sol no Peru (total de 11,3%), ainda pagará menos do que se comprasse o novo sol no Brasil com 20% de spread". Então, para levar dinheiro vivo, leve dólares e troque lá. Quando fui, 1 dólar valia cerca de 3.20 soles e 1 real era equivalente a cerca de 0,80 soles. Como em todo lugar, as casas de câmbio dos aeroportos não são vantajosas, então o ideal é trocar só um pouco no aeroporto para pagar o táxi do aeroporto para o seu hotel. Deixe para fazer câmbio já no centro de Cusco.


COMO ELABORAR SEU ROTEIRO: Eu sou "a louca" do roteiro porque sempre quero conseguir aproveitar ao máximo o lugar para onde vou no tempo que eu tenho. Então sempre reúno o máximo de informações possíveis para montar um roteiro que resulte em uma viagem bastante produtiva e posso dizer com propriedade: essa foi a viagem que exigiu mais planejamento anterior entre todas que já fiz na vida. Isso porque, para chegar ao ponto alto do roteiro, que é Machu Picchu, há muito a ser feito bem antes de embarcar. Por isso, leia bastante sobre o destino - incluindo deslocamentos, locais onde vai se hospedar, as diferentes formas possíveis de se chegar até a cidade inca - para que você possa, então, saber exatamente o dia em que você estará em Machu Picchu. O motivo de ter uma ideia do roteiro antes de ir é que você vai precisar de...


Lhama posando para foto em Machu Picchu

INGRESSO PARA ENTRAR EM MACHU PICCHU

Classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco, Machu Picchu atende à exigência de limitar o número máximo de visitantes por dia na cidade inca. São no máximo 2.500 visitantes diariamente no total. É muita gente, ainda assim, no período seco do ano - quando os turistas literalmente invadem o lugar - os ingressos podem se esgotar. Imagine você chegar lá na porta e ter que dar meia volta por não ter mais ingresso para a data? Por isso, compre antes pelo site do Ministério da Cultura do Peru. Ao acessar o site, primeiro você deve escolher "Machu Picchu". Em seguida, é preciso clicar em uma das seguintes opções:


=> Machu Picchu (permite acesso direto à cidade inca) - custa 152 soles

=> Machu Picchu + Montaña (permite que você suba primeiro pela trilhazinha que leva à montanha Machu Picchu - onde se tira aquela foto tradicional do lugar - para depois seguir à cidade inca, com direito que retorne mais uma vez à montanha) - custa 200 soles

=> Machu Picchu + Huayna Picchu (você também pode subir a montanha que a gente vê ao fundo da já mencionada tradicional foto de quem vai pra Machu Picchu,ou seja, é a montanha à frente da Montanha Machu Picchu) - custa também 200 soles

Como decidir qual rota escolher?

Para o meu perfil - não trekkeira, não super esportista, aquela pessoa que não tem a mínima vontade de superar limites do corpo hahahaha - a rota Machu Picchu + Montaña foi na medida. Li um pouco sobre a subida à Huayna Picchu e este post do Viaje na Viagem me convenceu de que não era necessário para mim. É um esforço muito grande para uma vista que não muda muito em relação ao que já se vê de outros pontos de Machu Picchu, mas é claro que muita gente que subiu não se arrependeu. Considere, porém, que você já vai ter andado bastante antes de, enfim, estar no auge da viagem. 

Comprar ingresso para qual horário?

Para quem vai conhecer somente a cidade inca basta escolher entre o primeiro turno (período da manhã) e segundo turno (período da tarde), considerando que o horário de funcionamento é das 6 às 16 horas. Se eu fosse só na cidade inca iria à tarde porque peguei muita névoa por lá pela manhã. Com esse tipo de ingresso, o tempo máximo de permanência por lá é de quatro horas, suficiente para um bom tour guiado pelas incríveis ruínas.

O "ser ou não ser, eis a questão" está no caso da escolha de Machu Picchu + Montaña, já que a entrada na montanha só é permitida até o meio dia. Nesse caso, você pode escolher ingresso para subir a montanha logo no primeiro horário (das 7 às 8 horas) ou no segundo (9 às 10 horas). Eu li muitas recomendações para ir logo no primeiríssimo horário por ter menos movimento. Para isso, acordei 3 horas da manhã, fiquei na fila do primeiro ônibus, às cinco e meia, cheguei lá antes de abrir e olhem a situação:

Fila para entrar em Machu Picchu antes das 6 horas da manhã!

Não sei se existe algum horário de menos movimento de pessoas na época seca do ano. É muito cheio! Aí o que aconteceu? Cheguei tão cedo que havia muita névoa, pouco se dava pra ver da cidadela lá embaixo. Foi só por volta de 11h30 que começou a limpar o céu. Ok, eu dei azar porque peguei uma noite anterior atípica para o início de junho, com chuva. Mas depois da minha experiência - lugar lotado + muita névoa matinal - fiquei questionando se vale mesmo todo sacrifício para subir no primeiro horário ou se tudo bem ir lá pras 9h. Fica aí o questionamento pra vcs pesquisarem e responderem hahahaha. O mesmo vale para Huayna Picchu, quando os horários a se escolher no site são das 8 às 9 ou das 10 às 11 horas.

Qual a forma de pagamento do ingresso?

Como se não bastassem as decisões de rota e horário, além do cuidado de comprar antes por conta da lotação, há uma dificuldade em pagar pelo ingresso pelo site, sem intermédio de uma agência. Só é aceito o cartão internacional Visa que participante do programa Verified by Visa. Então é um cartão muito específico que pede uma confirmação de senha ou token para efetuar a compra e dá MUITO erro até que você consiga emitir o boleto de pagamento para depois voltar ao site para confirmar a compra do ingresso. A dificuldade é tanta que o site Sundaycook fez esse post com dicas de como conseguir a façanha de comprar pelo site. Eu consegui lá pra sexta ou sétima tentativa... Boa sorte na sua compra e não esqueça de imprimir os ingressos e levar com você!

Foto obrigatória na praça central de Águas Calientes, povoado ao pé da montanha que leva à Machu Picchu

COMO CHEGAR EM MACHU PICCHU: Sim, até isso você precisa decidir antes porque é determinante tanto pra saber quanto tempo de viagem você precisa. Para quem gosta de aventuras, longas caminhadas a grandes altitudes, dormir em acampamentos e enfrentar todos os desafios que tudo isso envolve tendo como recompensa uma grande aventura e incríveis paisagens, há vários tipos de trilha para chegar à cidade perdida dos incas, sendo as principais:

=> Trilha inca: tem a versão clássica, de 45 quilômetros de percurso, e a curta, de 23 quilômetros. Elas podem ser percorridas entre dois e quatro dias numa paisagem exuberante que mistura selva e montanhas, além de complexos arqueológicos.

=> Trilha Salkantay: é uma rota alternativa à trilha inca, menos popular, num percurso de 70 quilômetros. São de quatro a cinco dias de caminhada em lugares pouco explorados, se você der um Google vai se surpreender com as imagens incríveis que esse caminho proporciona, mas ele é bem hardcore.

Várias agência vendem essas trilhas, mas a inca deve ser comprada com mais antecedência já que tem limite diário de pessoas. Não vou me alongar falando dessas opções porque só conheço pelas minhas pesquisas, não fiz as trilhas, nem pesquisei preços. Então, a outra opção para ir pra Machu Picchu é partindo de ônibus de Águas Calientes e, para chegar até lá, o transporte é feito de trem. É sem dúvidas o jeito mais confortável e charmoso de fazer o trajeto! Também para o transporte ferroviário, é recomendável que as passagens sejam compradas antes porque, se elas se esgotarem no dia previsto da ida à Machu Picchu, fuéin! A casa cai. Então vamos ao trem:

Trem na estação de Ollantaytambo, antes de partir para Águas Calientes

OS TRENS QUE LEVAM A ÁGUAS CALIENTES: Duas empresas operam as viagens de trem até Águas Calientes, a Inca Rail e a Peru Rail. Fui pela Peru Rail porque consegui comprar de primeira os ingressos com meu cartão (os sites são chatinhos também), mas as empresas são bem semelhantes em termos de serviço e categorias de vagões, com uma pequena diferença no tempo de viagem. Ambas partem de Poroy (a 25 minutos de Cusco de táxi) ou de Ollantaytambo (uma vila super charmosa no sítio arqueológico que eu mais amei na viagem, a cerca de uma hora e meia de Cusco).

Tanto a Inca Rail quanto a Peru Rail têm vagões com vários níveis de conforto e preços, além de vários horários de partida. Vale acessar os sites e analisar o que cabe no seu bolso e suas preferências. O que eu recomendo: investir num trem com uma vista mais bacana para ida, num horário que ainda tenha a luz do dia, já que o caminho é incrivelmente lindo às margens do rio Urubamba. 

Vagão do Vistadome, da Peru Rail, que tem vista panorâmica do trajeto até Águas Calientes

Eu fui no vagão Vistadome, que é o mais barato entre os panorâmicos (ainda assim é caro pro meu humilde bolso, paguei 75 dólares). Saí de Ollantaytambo às 13h27 e foi maravilhoso! Uma dica: sair de Ollantay fica mais barato do que sair de Poroy, por isso é recomendável montar seu roteiro de forma que você esteja em Ollantaytambo para seguir a Águas Calientes. Para a volta, porém, comprei a mesma categoria de vagão, só que saí de Águas Calientes no fim da tarde, por isso foi absolutamente inútil ter vista panorâmica, não é possível ver nada, você volta acabado de cansaço querendo mais é dormir e não há a locução turística que tem na ida. Então, minha recomendação é comprar o trem mais simples e barato possível para a volta, caso queira economizar (eu penso em economia, sempre!). Também sai mais barato e rápido desembarcar em Ollantaytambo e, de lá pegar o ônibus para Cusco, em vez de seguir até Poroy (que fica mais perto de Cusco, logo, representa um percurso maior e mais custoso de trem).

ONDE SE HOSPEDAR AO LONGO DA VIAGEM: Falei antes da importância de ter um roteiro para saber onde estará a cada dia e também para definir onde ficar. Isso é bacana porque aí você pode decidir se vai ficar sempre em Cusco, indo e voltando dos lugares, ou de se hospedar em Ollantaytambo, de onde parte o trem para Águas Calientes. Há, ainda, hospedagem em Águas Calientes - que julgo essencial na noite anterior à subida à Machu Picchu. Ao procurar um hotel ou hostel ou qualquer outro tipo de acomodação, o que sugiro pela minha experiência: em Cusco, fique nos arredores da Plaza de Armas; em Ollantaytambo, em qualquer lugar, a vila toda é linda, com preferência às proximidades das ruínas; em Águas Calientes, perto da estação de trem, já que nas ruas mais centrais faz muito barulho a noite toda!

PRECISO COMPRAR ANTES PASSEIOS PARA OUTROS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS? Precisar você definitivamente não precisa. Há zilhões de agências vendendo esses passeios por todos os cantos de Cusco e, negociando, consegue-se ótimos preços no esquema "excursão" com roteiro pré-definido (e, consequentemente, bem em conta). Já para passeios mais exclusivos, privados, talvez seja bom pesquisar um pouco antes, mas ainda assim é totalmente viável comprar por lá mesmo! Como essas dicas são especialmente para quem está fazendo tudo por conta própria - sem agência de viagem envolvida - não há problemas em comprar por lá para conseguir melhor preço!

Ufa, é muita coisa, né? Para encerrar, aos "elaboradores inveterados de roteiros", como eu, deixo ainda três links que me ajudaram bastante no meu planejamento:

=> Para viabilizar um roteiro "apertado", como poucos dias, como o meu: post do Viaje na Viagem

=> Para informações detalhadas sobre Cusco e o Vale Sagrado: posts mil do Sundaycooks

=> Para entender melhor sobre horários e visitação a Machu Picchu: post do Escolha Viajar

É isso! Em breve vou escrever sobre a viagem propriamente dita!

Até a próxima :)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vai ter Copa!

Começou mais uma Copa do Mundo e "nóis" tá como? Com vontade de viajar, claro! Os viajantes inveterados (e endinheirados) e os top blogueiros já estão na Rússia há dias para acompanhar tudo de perto! Eu adoro Copa do Mundo sabe por que? Infelizmente não é por viajar para o país sede da competição... nem por ser apaixonada por futebol (não sei nem quem são os jogadores do Brasil além do Neymar rsrsrs). Conto o motivo do meu amor pelo mundial neste post, que tem também algumas dicas para quem está mais perto de perto de São Paulo do que Moscou!



A foto acima é de 2014, Copa do Mundo no Brasil, aquele sonho que virou pesadelo na semifinal contra Alemanha, o fatídico e inesquecível e inacreditável e lamentável 7 a 1. Achei essa foto - tirada pelo meu amigo Fábio Henriques - nos meus "arquivos" para lembrar como ficaram as ruas da Vila Madalena, em São Paulo, nos dias de jogo do Brasil. Foi de lá que eu e meus amigos acompanhamos a maioria das partidas da seleção na última copa. Aí me pergunto: um mundial de futebol no meu próprio país e eu não fui ver sequer um jogo no estádio? Nem a cerimônia de abertura? Muito menos encerramento???

Não, não fui! E se eu estivesse nesse exato momento na Rússia talvez também não iria, com certeza usaria o tempo para fazer turismo por lá! Sempre que penso em Copa do Mundo penso no país onde ela é realizada, que também vira centro das atenções da mídia durante o período do mundial. É por isso que eu gosto muito da copa: nos jornais, na TV, na Internet, as atenções se voltam à sede dos jogos e assim posso saber mais do destino que nem sempre me ocorreu conhecer. Rússia, por exemplo, não está nem no top 10 e nem no top 20 da minha "wish list" de viagem... mas acompanhando viajantes que já estiveram por lá e agora compartilham conteúdo por razão da copa, até me dá vontade de conhecer Moscou, São Petersburgo... quem sabe um dia né?

Ah, mas e o futebol? Futebol a gente pode ver daqui mesmo, na TV né gente? Hahahahaha eu sou a menos futebolística, eu sei! Ainda assim - além de descobrir mais sobre o país sede - também gosto da Copa do Mundo pela festa de reunir os amigos, a família e torcer pela seleção canarinho, sim! Minha programação deste domingo (17/06), estreia do Brasil contra a Suíça, já está definida! Dessa vez nem fui eu quem escolhi o "destino", minhas amigas mais ligadas nos bares badaladinhos de São Paulo que escolheram. Mesmo assim, resolvi dar uma pesquisada nos points que vão transmitir jogos, já que - desta vez - não vai ter telão pelas ruas, como na foto que ilustra esse post. Alguns lugares bacanas que encontrei numa busca rápida:

Bar Brahma: a esquina mais famosa de São Paulo, da Ipiranga com a São João, vai tem open bar e open food nos dias de jogo do Brasil. Vai ter samba ao vivo também. Os pacotes custam de R$ 150 a R$ 180 e começam a valer 30 minutos antes das partidas e acabam meia hora depois dos jogos. 

Boteco São Bento: o bar com unidades no Itaim e Vila Madalena também deve ficar movimentado nos dias de jogos e aceita reservas para as datas das partidas da seleção brasileira. Também vai open bar por lá com preços diferentes de acordo com o ambiente da casa onde o torcedor escolher ficar. Quem aderir aos pacotes ganha uma camiseta da Torcida São Bento.

O Pasquim Bar & Prosa: também na Vila Madá, o bar terá quatro televisores, além de dois video walls de quatro telas cada, formando dois telões para conferir os jogos. Para a copa, a novidade é o "Puxadinho do Pasquim, localizado em cima das mesas, com capacidade para até 35 pessoas com reserva antecipada. Nesse primeiro jogo, dia 17, vai ter roda de samba por lá.

Lar Mar (é nesse que eu vou neste domingo!): o bar em Pinheiros tem temática praiana e tem programação já divulgada para os três primeiros jogos, com open bar de Budweiser durante as partidas. Os jogos vão ser transmitidos em um telão de LED e outros televisores espalhados pelo bar. Tem um after com DJ pra animar o pós jogo. Os ingressos custam a partir de R$ 80,00.

The Week: carnavalesca que sou, li a programação e achei demais! A The Week terá "A Casa da Copa 2018" nos dias 17 e 27 de junho, com shows dos melhores blocos de rua de São Paulo (Bloco do Síndico, Bangalafumenga, Sargento Pimenta), além - é claro - da transmissão dos jogos! Gente, quero!

Casa do Baixo Augusta: o que também sem dúvidas vai ser bacana é a transmissão na Casa do Baixo Augusta, no Centro, lugar que é puro amor e onde não paga nada para entrar (mas sempre lota muuuito, corre o risco de não conseguir entrar porque é pequeno). De qualquer forma, merece estar na minha lista porque vai ter transmissão com roda de samba. 

✔ Vale do Anhangabaú: também para gastar zero reais, tem o Arena Número 1 da Brahma no Vale do Anhangabaú com show dos Titãs, neste dia 17. Bares, food trucks e transmissão dos jogos são garantidos por lá. 

Uma nota mental pra mim mesma: as últimas quatro copas do mundo acompanhei trabalhando, nunca tinha folga em todos os jogos, essa será minha primeira copa sem esquema de plantão no trabalho nos dias de partidas da seleção. Dá pra entender por que estou ainda mais animada pra torcer, né? Como já me programei pra esse primeiro jogo, agora só falta saber os nomes dos jogadores pra gritar o nome deles na hora do go!!!!!!

Vai Brasil!



domingo, 27 de maio de 2018

Rumo ao hexa #sqn

Eu tenho problema, eu sei. Daqui menos de 12 horas vou estar voando para um destino de sonho, mas depois de tanto planejamento pra me programar e conseguir ficar uma semaninha longe do trabalho, seis longos dias longe da minha filha, com todos os malabarismos no orçamento para fazer essa viagem merecida acontecer, agora estou aqui... com um nó na garganta, querendo ficar! O que isso tem a ver com a Copa do Mundo? Nada! Ou tudo? Explico no texto pré-viagem. 


O "drama" começou na quarta ou quinta-feira. Antes disso, eu era só expectativa pela minha primeira viagem "de verdade" depois de cinco anos! Cinco anos porque, depois que minha filha nasceu, as viagens ou foram para ela ou foram viagens "relâmpago", como três diazinhos no carnaval ou algum outro feriado prolongado, nunca mais do que três dias. Então minha empolgação tinha motivo, já que viajar é o que eu mais amo na vida, já que havia até reativado o blog, já que tinha planejado cada detalhe. Só que aí as consequências da greve dos caminhoneiros começaram a se agravar... e meu cérebro mudou a chave do "modo viagem" para o modo "preciso salvar o Brasil".

Como eu avisei - logo no início - eu tenho problema. Eu me envolvo demasiadamente com tudo ao meu redor, mesmo aquilo que está fora do meu controle. O que eu posso fazer pelo Brasil? Nada. Absolutamente nada. Ah, claro, posso ser honesta, posso pensar coletivamente, posso votar com consciência, etc, etc, etc. Posso ir lá socar a cara do presidente? Gostaria muitíssimo, mas não posso. Posso mandar os empresários e a galera que manda na coisa toda parar de pensar só em si mesma e ajudar a construir um Brasil para todos e não só para atender seus próprios interesses? Também adoraria, but I can't. Mesmo assim eu não consigo manter a mesma alegria e empolgação enquanto as coisas aqui, "no meu quintal", estão complicadas.

A gente sabe que sempre tem, em algum lugar, alguém com problemas. Alguém passando fome. Alguém morrendo na guerra. Alguém em sofrimento por algum motivo. Seja uma pessoa ou um país inteiro, sempre tem. Só que essa coisa generalizada e tão perto de nós é diferente pra mim. Eu, que por natureza já fico ligada nas notícias 24 horas, fico com uma necessidade louca de saber o que está acontecendo... e o pior: de entender o que está acontecendo! Só que, hoje, a gente sabe: quem acha que está entendendo alguma coisa é porque não entendeu nada! 

Então desde o meio da semana minha adrenalina pré-viagem desceu pro pé! Não conseguia nem pensar que em poucos dias eu estaria, enfim, embarcando. É como - nesse exato momento - o Fantástico exibindo uma reportagem sobre lobos, filhotes fofinhos em campos de algodão... enquanto o circo pega fogo! Tipo, não faz sentido! É como eu me sinto ao pensar em viagem com tanta coisa mais importante no país acontecendo. 

Sei que estou "errada", que preciso desligar! Pensei isso quando vi, no meio da tarde, a imagem do avião da seleção brasileira embarcando para a Copa do Mundo (enfim explicando a comparação). É como os lobinhos canadenses correndo livres nos campos de algodão... a casa caindo e a seleção - uhú - rumo ao hexa! E olha que eu não sou daquela turma que não torce pelo Brasil como forma de protesto pela situação do país. Não sou aficcionada, mas curto a festa, a torcida e tals, acho que faz parte! Só que hoje - talvez por saber que logo mais sou eu dentro do avião - fiquei pensando que no lugar deles não conseguiria estar em clima de festa. 

Aí lembrei de uma frase que ouvi também hoje, durante uma conversa sobre a greve dos caminhoneiros: "o importante é que meu tanque está cheio". Tá aí! É isso que muita gente pensa, era isso que eu deveria pensar, talvez? "O importante é que no aeroporto de Guarulhos não falta combustível e eu vou viajar"! Eu sempre digo que o egoísmo deve ser libertador... mas eu abro mão dessa "liberdade" porque é assim que me sinto humana. Estou, sim, animada pela minha viagem, mas embarco com o pensamento em tudo o que rola por aqui. Sei que mesmo lá vou olhar as notícias no fim do dia e, mesmo cada vez mais incrédula, vou pedir aos deuses incas que mandem boas energias para tudo e para todos. Partiu, Peru!

:)






terça-feira, 1 de maio de 2018

Machu Picchu - roteiro e contagem regressiva!

Enfim, maio chegou: o mês da minha próxima viagem! É claro que, há semanas, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu já parecem lugares conhecidos para mim de tanto que tenho lido e pesquisado a respeito. Há uns quinze dias fiz o básico e obrigatório: reservas de hostels, compra das passagens de trem e do ingresso para Machu Picchu. Agora aproveitei o feriado para colocar meu roteiro no papel. São as informações preliminares para eu aproveitar ao máximo a viagem. Daqui até o dia 28 de maio vou atualizando esse roteiro com outras informações, mas já vou postar para dar aquela animada e receber dicas de quem já esteve lá! Toda dica é muito bem vinda!!! 


Como eu amo planejar viagem! Às vezes acho que o planejamento é quase tão incrível quanto a viagem propriamente dita. Eu, jornalista que sou, leio relato... leio guia... leio livro de história... leio o que achar pela frente até elaborar na minha cabeça a minha própria viagem. Cada um tem um jeito de viajar, o meu é reunindo o máximo de informações sobre o destino para só então definir como vou aproveitar esses dados para montar o roteiro.

No caso de Machu Picchu, já estou em sofrimento - as always - porque queria pelo menos mais uns três dias no Peru para incluir passeios que não estão cabendo na minha programação. A belíssima Rainbow Montain vai ficar fora do roteiro e estou bem preocupada sobre se vou conseguir curtir Cusco da forma que a cidade merece, mas por enquanto a programação está assim: três noites em Cusco para explorar a cidade e o Vale Sagrado (Sacsayhuamán, Pisaq, Chinchero, Moras, Moray e Ollantaytambo), uma noite em Ollantaytambo, uma noite em Águas Calientes e uma noite pra finalizar em Cusco).

Li muitos, muitos, muitoooos roteiros e o que mais gostei - pra variar - foi este aqui do Viaje na Viagem e foi nele que baseei para fazer essa prévia do meu, que segue abaixo:

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CUSCO / MACHU PICCHU
28 de maio a 03 de junho de 2018


28/05:

- 07h40: vôo de Guarulhos para Lima

- 11h05: chegada em Lima

- 13h10: vôo de Lima para Cusco

- 14h27: chegada em Cusco

- Táxi do Aeroporto ao Pariwana Hostel (Meson de la Estrella 136)

- Check-in e folha de coca para altitude

- Ir à Plaza de Armas visitar e comprar soles (av. El Sol)

- Catedral de Cusco (Plaza de Armas, aberta das 10 às 18 horas, 25 soles ingresso)

- Ida à Cositur: Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas, aberta até 18 horas – primeira quadra da Av. Del Sol – comprar boleto turístico general - 130 soles

- Ir à PeruRail trocar o voucher por passagem: Portal de Carnes, 214, Plaza de Armas – aberta até 22 horas

- Hostel a noite (combinar ida com tour guiado à Pisaq)


29/05:

- Café da manhã no hostel

- Sacsayhuamán (ingresso com boleto turístico, aberto diariamente das 7 às 17h30): a dez minutos da Plaza de Armas (10 soles de taxi) – guia no local a cerca de 30 soles

- Voltar à pé para vista da cidade do mirante da igreja de San Sebastián, descendo pelas ruelas até retornar à Plaza de Armas

- Mercado Central de San Pedro (Santa Clara esquina Cascaparo – das 6h30 às 18h30) – Viaje na Viagem recomenda guia para explicações

- Convento de Santo Domingo – Qoricancha (aberto de segunda a sábado, das 8h30 às 17h30, ingressos 8 soles) – descer gratuitamente usando o boleto turístico integral ao Museu de Sítio Qoricancha (Av. El Sol, s/n, subterrâneo, abre de segunda a sábado, das 9 às 18h, domingo 9 às 12h)

- Centro Artesanal de Cusco (final da Calle el Sol)

(Outras igrejas: Compañia de Jesús, lateral da Plaza de Armas; La Merced, na calle Mantas, 121; San Francisco, na praça entre a plaza de Regocijo e o arco de Santa Clara; Santa Clara, logo depois do arco; San Blas, na plazoleta do bairro alto de Cusco)

- Jantar no Restaurante Cicciolina (Triumfo, 393, 2o andar – precisa reservar) – tagliatelle com tinta de lula e camarão ao leite de coco

30/05:

- Café da manhã no hotel

- Passeio a Tambomachay e Pisaq – contratar tour guiado privado (130 soles) – incluir parada no Awana Kancha / Em Picasq o funcionamento é das 7 às 17h30, ingresso com boleto turístico

- Museu de Arte Pré-Colombiana (plaza de Las Nazarenas, 231, das 9 às 22 horas, ingresso 20 soles

- Museo del Pisco (Santa Catalina Ancha, 398, San Agustín) – pisco e chilcanos

31/05:

- Ida de Ollantaytambo via Chinchero, Moras e Moray

- Chinchero: centro histórico, Igreja de Nossa senhora de Montserrat (não precisa parar na vila do tear inca se tiver ido a Awana Kancha)

- Salineras de Maras – ingresso 8 soles (comprar chips de banana)

- Moray – ingresso com boleto turístico

- Ollantaytambo – café com mesa para o rio no Orishas Café (Av. Ferrocarril, s/n)

- Tuck Tuck até Panay Valle (Calle Principal Ollantaytambo, telefone: 51 951717632) 

- Jantar no El Abergue (Av. Ferrocarril, 1, dentro da estação, telefone tel. 084/20-4014 – Reserva feita para 18h45)


01/06:

- Café da manhã no hostel o mais cedo possível

- Passeio pelas ruelas de Ollanta

- Visita ao Sítio Arqueológico de Ollantaytambo (Fortaleza)– abre às 7 hors, ingresso incluso no boleto turístico

- Trem para Águas Calientes às 13h27

- Chegada a Águas Calientes por volta das 15 horas

- Check in Hostel Machu Pichu Land B&B ( Calle Wakanki, 502, Águas Calientes – telefone 51 84 21 1050) 

- Comprar passagem pra Machu Picchu no quiosque da Consettur (no entroncamento da av. Hermano Aydar e Imperio de Los Incas, no ponto final do ônibus) – passagem ida e volta 24 dolares (pagar em dólares, câmbio ruim)

- Águas termais de Águas Calientes – final do calçadão da Pachakutek – aberto até 20 horas, preço 10 soles (levar toalha)

- Sugestões para Jantar: Indio Feliz (Lloque Yupanqui, 103), Incontri del Pueblo Viejo (Av. Pachachutec, 6a quadra), Café Inkaterra (no hotel Inkaterra), Qunuq (hotel Sumaq).

02/06:

- Check out antes do café da manhã, às 4h30

- Pegar o primeiro ônibus, 5h30

- Visita à Machu Picchu

- Almoço no buffet do restaurante Tinkuy (em frente às roletas do Machu Picchu)

- Trem de  volta para Cusco às 16h43 (começar a descer duas horas antes)

- Todo o pisco do mundo na última noite em Cusco

03/06:

- Taxi saindo do hostel para o aeroporto às 3 horas

- 5h40: Vôo LA 2002 de Cusco para Lima
- 9h20: Vôo LA 2377 de Lima para Guarulhos
- 16h20: desembarque em Guarulhos

OUTROS RESTAURANTES RECOMENDADOS EM CUSCO:

- El Café de Mamá Oli  (Plazoleta Nazarenas, 199, perto do Museu de Arte Pré-Colombiana.

- Pachapapa (Plaza San Blas, 120 – alto de San Blas) – pizza forno a lenha

- Tapa Tapa y Olé (Suecia, 343-C) – espanhol barato entre Portal de Carnes e Plaza de Armas

Chicha - Regocijo 261, 2do. andar, Cusco (precisa de reserva - http://www.chicha.com.pe/) - do renomado chef Gastón Asturo

Justina Pizzaria - Calle Palacio 110 , Cusco, Peru



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Minhas principais dúvidas: será que vou conseguir fazer tudo o que pretendo no dia 29? Fazer o passeio até Sacsayhuamán e depois conhecer tudo em Cusco na volta? No retorno de Pisaq, será que vai dar tempo de fazer o Museu de Arte? Creio que sim já que ele só fecha 22 horas... mas aí vou perder a festinha da noite do meu hostel (que já reservei por ser o mais festeiro da cidade!). Agora vou ler mais e mais e mais especialmente sobre esses passeios para entender melhor e talvez encaixar algo mais na programação. 

Eba, eba, faltam 27 dias! Você já fez essa viagem? O que achou do meu roteiro? Conte sobre usa viagem pra eu me inspirar!!!!

:) 

sábado, 17 de março de 2018

Dramas de uma geminiana que quer viajar

Acredito que o título desse post mereceria um adendo: "Dramas de uma geminiana SEM GRANA que quer viajar". Porque se vc tem dinheiro a rodo, é fácil decidir um destino. Tudo bem se você estiver em dúvida entre África do Sul e Amsterdã, Grécia e Canadá. Com dinheiro você simplesmente vai conhecendo tudo, só tem que decidir a ordem dos lugares onde ir, assim como pode repetir alguns destinos sem o risco de comprometer outros. Já quando vc sabe que a grana é curta e contada e a vontade de viajar pra todo lugar é imensa, aí se tem um problema. Problema maior ainda se vc é do signo de gêmeos e não consegue decidir - sem dilemas infinitos - nem aquilo que vai jantar logo mais. Só esse ano já vivi dois dramas de viagem e, apesar de não acreditar lá muito em signos - vejo a geminianice em cada partícula do meu ser. Por isso vim escrever sobre isso (não sem antes sofrer por não saber se devia fazer meu roteiro de viagem ou se parava pra escrever no blog... affe).



"Todo geminiano precisa de movimento, de novidades, de tudo o que seus olhos possam apreciar".

"São como as borboletas - leves e rápidas, precisam sentir o aroma de todas as flores. Sua mente funciona como um raio - é ágil, sagaz e astuta". 

"Estabilidade é uma palavra que não faz parte de seu dicionário. São como os ilusionistas, movem-se e mudam de ideia e opinião junto com tudo na vida".

Digite "signo de Gêmeos" no Google e eis algumas definições que vão aparecer. Aí eu, que prefiro o ceticismo às certezas absolutas, me pergunto como não acreditar em astrologia? Sou uma geminiana cuspida e escarrada, por mais que meu ascendente em Touro me traga um pouco para o chão, sou a própria descrição do signo de Gêmeos e adoro isso! Primeiro porque é regido pelo elemento ar, feito pra voar! Segundo porque é o signo das comunicações. Enfim, me identifico e curto muito o meu signo... mas como tudo tem dois lados - geminianos que o digam! - tem aquela parte que é uma sofrência sem fim. Sou um poço de indecisão.

Poderia descrever todas as mil situações em que essa característica da personalidade geminiana interfere, mas vou direto ao ponto do blog: viagens. Quero viajar pra todo lugar. A toda hora. De todas as formas. Não dá. Tem que escolher um mísero destino a cada dois anos (já que estabeleci que vou viajar sozinha num ano e fazer uma viagem escolhida pela minha filha no outro ano, intercalando). Aí começa o dramalhão mexicano.

Em 2017 - quando retomei as rédeas da vida depois de um período de mudanças - a viagem foi para minha filha: Bariloche. Fomos em agosto e, assim que voltamos, eu já tinha na cabeça o estilo de viagem que eu iria fazer neste ano: América do Sul (pra não gastar muito), um lugar fora das capitais (nada de Buenos Aires ou Montevidéu, por exemplo), algo completamente novo aos meus olhos. Estava entre Atacama e Machu Picchu, Machu Picchu e Atacama. Eis que, em outubro, surge uma super promo de passagem aérea com vôo direto para Calama, aeroporto mais próximo do Atacama. Hesitei um pouco... mas comprei. 

Não havia pesquisado quase nada sobre o destino, não tinha nada em mente, mas comprei. A data: fim de maio de 2018, logo depois do meu aniversário, viagem de presente pra mim! Ok, eu ainda tinha bastante tempo pra pensar em tudo... e se tem uma coisa que geminiano faz nessa vida é pensar! Pensa, estuda, lê, relê, fala com um, fala com outro, fica com aquilo matutando dia e noite na cabeça em meio a milhões de outros pensamentos. Cansa, viu? Mas é assim que "somos" - os geminianos, em geral.

Sei que o ano terminou e logo estava chegando o Carnaval, minha festa preferida no mundo inteiro! É por isso que, além da viagem do ano, tem sempre o Carnaval na minha vida, que é sempre uma escapada mais curta que uma viagem de verdade porque divido o feriado com o pai da Luísa: ele fica com ela três dias e eu fico com ela três dias. Assim os dois curtem o Carnaval mas também aproveitam a festa com ela. 

Desde o ano passado, quando conheci o Carnaval mais maravilhoso da vida, no Rio de Janeiro, estava na minha cabeça que este ano eu iria repetir a dose: iria pra lá nos meus três dias sem Lulu. Virou o ano, tipo 02 de janeiro, pesquisei preço de passagem, hostel... comprei. Logo depois começaram a pipocar os ensaios de blocos de Carnaval em São Paulo, vários eventos bacanas antes e durante o Carnaval. Algo meio "novo" por aqui, já que foi de uns dois anos pra cá que começou a popularizar isso de bloquinho de rua. Aí, já com tudo fechado pra ir pro RJ, bateu aquela geminianice: será que eu não devia curtir o Carnaval por aqui este ano?

No ano passado, fiz assim: curti o pré-carnaval em SP e o Carnaval propriamente dito no Rio, o que foi perfeito! Só que neste ano eu tinha um casamento longe no mesmo fim de semana do pré-carnaval, então só tinha os três dias do Carnaval pra aproveitar. Vários amigos combinando a ida aos bloquinhos de SP, várias coisas bacanas surgindo por aqui e eu sonhando em me dividir em duas para estar aqui e lá aos mesmo tempo. Que vida!

Pra ajudar na indecisão, a violência estava comendo solta nos telejornais com notícias sobre o Rio de Janeiro. E eu não posso morrer né, tenho uma filha pra criar (antes da Luísa eu não tinha medo de morrer, sério)! Cheguei a ver como seria para alterar as passagens, a multa pra cancelar a reserva do hostel, enfim, causei, quebrei a cabeça, perdi o sono. Até decidir manter tudo como estava pra não perder dinheiro. Fui para o Rio de Janeiro e foi maravilhoso, sensacional, inesquecível (não vi nada da violência vendida pela mídia, pode ter sido sorte, mas não vi). Só que até bater o martelo e definitivamente ir, foi um perrengue na mente geminiana!

Ok, passado o Carnaval já voltei a mirar minha próxima viagem, fim de maio. Comecei enfim a pesquisar mais sobre o Atacama. Legal. Bacana. Lugar incrível. Mas gente... Machu Picchu parece ser tão demais, né? Voltou o drama da indecisão. Não devia ter comprado a passagem no impulso só por causa da promoção! Ah, quer saber? Já tá feito, vou sim pro Atacama. Será? Eu pensava: se eu for pro Atacama esse ano, aí no ano que vem é viagem pra Luísa (não levaria ela pra Machu Picchu, viagem pra ela é viagem com atrativo infantil), aí no ano seguinte até poderia fazer Machu Picchu mas... América do Sul, de novo?

Depois de fritar o cérebro com tudo isso, pesquisando Atacama e Machu Picchu, conversando com quem já foi, decidi. Ja tem alguns dias que paguei a multa de alteração de destino da companhia aérea e está definido: dia 28 de maio embarco para Machu Picchu! Ufa, que drama, que sofrimento, precisava de tudo isso? Pois é, talvez se eu fosse ariana ou escorpiana seria mais simples, mas com esse meu "ser ou não ser, eis a questão" da vida geminiana, nunca é diferente! Nunca é "sem emoção".

Agora, com o Guia do Peru emprestado por uma grande amiga em mãos, com várias indicações de sites e relatos de viagem em milhões de abas abertas no meu navegador, vou começar a fazer meu roteiro. Aí começa tuuudo de novo: este ou aquele passeio? Este ou aquele hostel? Indecisões deliciosas de quem está - enfim - com destino definido!!!!

Com vocês é assim? Como decidem as viagens? Primeiro acho que é o dinheiro que se tem pra gastar que define né, comigo é o primeiro determinante (fazer o que?). Só que são muitas as variáveis que vêm depois disso! É por isso que vim aqui escrever para enfim liberar a adrenalina de semanas de indecisão! Que venha Machu Picchu!

:)